Onildo Freire de Barros
Onildo Freire de Barros – que pensou em odontologia antes de se decidir por medicina e em otorrinolaringologia antes de optar pela anestesiologia – já foi tenente e juiz de futebol. Aposentado e no auge dos 78 anos, ainda exerce a profissão, se intitula abençoado e garante ter acertado em todas as escolhas que fez.
Depois de refletir e chegar a conclusão que “sabia muito”, Onildo resolveu desistir de tentar vestibular para odontologia e apostou na medicina. Acertou. Passou em 13° lugar e seguiu com o curso na Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco, da qual foi formando da terceira turma.
Ao concluir os estudos – com dificuldades, devido à situação financeira – e eleger anestesiologia como profissão (não seguiu na otorrinolaringologia por causa do alto preço dos materiais necessários para exercer a função), o médico recebeu ajuda do Dr. Nelson Falcão para começar na carreira. Mais tarde, os dois, entre outros, se tornariam fundadores da Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas de Pernambuco, a COOPANEST-PE.
Nessa época, passou em um concurso para o exército e começou a atuar como tenente médico. Foi nessa posição que trabalhou na ação de controle do canal de Suez, no Egito, 1960. Lá, passou por bombardeios e cuidou de oficiais e da população palestina. Essa experiência foi uma das mais marcantes da vida do médico, que, apesar de tudo, ficou encantado com a vida no Oriente. “Foi bom conhecer o cotidiano do quarto mundo. Era tudo tão diferente, distante da nossa realidade”, lembra.
Seguiu carreia militar sempre fazendo anestesia. Após 20 anos, se afastou do exército. Mais tempo do que tenente ou médico (está há 51 anos na medicina), Onildo Freire é marido. Há 57 anos é casado com a mesma mulher, de quem se aproximou oferecendo um disco em uma festinha na Estância. Ele foi o primeiro namorado dela e vice-versa. “Daí vem a durabilidade desse casamento”, teoriza o anestesista, que, no total, teve oito filhos, dois bisnetos e tantos netos que não consegue contar.
Se não tivesse seguido nesses caminhos, não imagina o que teria feito. Embora tenha uma pista. O médico já foi juiz de futebol. Ele chegou a passar um ano no Pára, após a formatura, apitando jogos. Era tenente médico do exército de segunda à sexta-feira e nos fins de semana entrava em campo. Uma das partidas que mais se lembra foi a que expulsou todo o time do Combatentes Futebol Clube (que jogava contra o Paissandu) por causa da baderna.
Hoje, Onildo olha para trás e afirma que se tivesse outra vida a viveria da mesma forma que passou essa. Tem orgulho da família, do trabalho e da cooperativa que ajudou a construir. “Acertei muito e Deus me ajudou. Sou um abençoado. Agradeço muito a Ele pelo que vivi e o que ainda vou passar. Estou totalmente satisfeito. Tenho o suficiente para terminar muito bem os meus dias. Quero viver ainda alguns”, finaliza.
Janeiro - Onildo Freire de Barros
Outubro - Valdir Cavalcanti Rizzuto
Julho - Maria José
Junho - Nelbe Uchoa Cyreno
Abril - Vilma de Barros Alves
Março - Givanete Henrique de Almeida Santos
Janeiro - Emília Maria de Souza Guimarães
Dezembro - Cristóvão Alves de Lira Terceiro
Dezembro - Critóvão Alves de Lira Terceiro.
Agosto - 2008 - Dr. José Antônio Freitas Netto
Julho - 2008 - Dr. Homero Arcoverde
Maio de 2008 - Dr. Ricardo Bowman
Abril de 2008 - Dr. Otávio Damázio Filho
Março de 2008 - Tânia Couceiro
Fevereiro 2008 - Dr. Fernando Ramos
Janeiro 2008 - Marcos Coelho
Dezembro - Adriano Borges
Novembro - Dr. José Renato Cabral
Setembro - Dra. Nádia Duarte
Junho - Maria Luiza Alves
Agosto - Dr. Carlos Alberto do Rego Barros
Abril - Dr. Carlos Cisneiros Leal
Março - Arnaldo Marques Neto
Janeiro - Dr. Antônio Carlos Guedes Alcoforado
Dezembro - Dr. Marcos Pereira da Silveira
Novembro - Genésio Gomes da Cruz Júnior
Outubro - Dr. Luiz Roberto Britto de Oliveira Andrade
Setembro - Ênio Laprovitera
Agosto - Benedicto Netto
Janeiro - Antônio Monteiro
Maio - Cristina Roichman